Gestão ambiental

Gestão ambiental

Sistema de gestão ambiental

GRI 307-1

A MRS tem o compromisso de conduzir suas atividades por um conjunto de valores que refletem elevados padrões éticos, assegurando o cumprimento da legislação, das normas aplicáveis e dos demais requisitos legais, de modo a preservar o meio ambiente e garantindo um padrão de excelência na qualidade de seus processos. De acordo com esses valores, a MRS reafirma seu comprometimento com o meio ambiente cumprindo integralmente todos os programas relativos às condicionantes das licenças relativas à operação da malha ferroviária e de suas oficinas de manutenção. Esse fato culminou na segunda renovação da Licença de Operação da Malha pelo IBAMA, em abril de 2019, para os próximos 8 anos.

Nessa linha, o SGA (Sistema de Gestão Ambiental) permite a adoção das melhores práticas para a gestão dos programas ambientais executados pela empresa, o controle dos riscos ambientais e a otimização dos custos operacionais. Atuando de forma preventiva, o SGA visa a eliminação e minimização dos possíveis impactos ambientais, redução das ocorrências, preparação dos colaboradores para o atendimento adequado a eventuais emergências, bem como mais assertividade na condução da estratégia ambiental e dos compromissos assumidos com os órgãos competentes.

O SGA, através da metodologia PDCA (Plan, Do, Check and Action – planejar, fazer, verificar e agir), engloba diversas ações para identificar, monitorar e avaliar a eficácia das iniciativas e formas de gestão da companhia de maneira cíclica e contínua. Além de orientar e padronizar ações, de modo a garantir o cumprimento dos requisitos legais, o controle e mitigação dos impactos, a manutenção de condutas rigorosas para minimizar riscos e melhorar continuamente a sua gestão ambiental perante as atividades da ferrovia.

Análise Ambiental

Compreende o acompanhamento da evolução das melhorias implantas mediante aferição de resultados obtidos.

Planejamento Ambiental

Com base em vistorias, análise de dados e legislação, propõe alterações / complementações e/ou novas ações e atividades ao planejamento.

Controle Ambiental

Realiza a inspeção da implantação das medidas de caráter ambiental na rotina das atividades da MRS, garantindo que as mesmas sejam executadas de acordo com o planejamento do SGA.

Execução

Compreende a implementação das ações preventivas e corretivas aos impactos ambientais.

Programa de Educação Ambiental (PEA) para colaboradores da MRS

O PEAT (Programa de Educação Ambiental para os Trabalhadores) versa sobre a capacitação e conscientização sobre eventuais impactos negativos decorrentes das atividades desenvolvidas por cada área da companhia. O PEAT é realizado por analistas de educação ambiental da MRS, que em 2019, desenvolveram campanhas com as equipes das oficinas de manutenção, das vias permanentes e dos atendimentos externos. Dessa forma, os colaboradores atuam de forma preventiva na mitigação de possíveis danos ambientais ocasionados pelas atividades da operação ferroviária e aumentam a percepção de risco ambiental durante o desenvolvimento das atividades. Em 2019, o PEAT contemplou 3.786 ouvintes (o mesmo colaborador pode ter participado mais de uma vez) em 119 atividades com duração de 1 hora e 39 localidades da MRS. Foram realizados eventos que abarcaram temas como atendimento a emergências ambientais, responsabilidade socioambiental, gestão de resíduos e gestão de efluentes.

Energia

GRI 302-1, 302-4

O consumo de energia da MRS decorre da operação ferroviária e das unidades de apoio ao desenvolvimento das atividades da ferrovia. As fontes de energia da organização são representadas pelo consumo de óleo diesel, combustível não renovável, e pela eletricidade adquirida.

No ano de 2019, foram consumidos cerca de 34 milhões de kWh de eletricidade, sendo aproximadamente 70% dessa energia adquirida pelo mercado livre de energia do tipo incentivada, na qual as fontes de geração de energia são renováveis, oriundas de PCH (Pequenas Centrais Hidrelétricas), solar, eólica e biomassa.

Na operação do transporte ferroviário de cargas se consome, majoritariamente, óleo diesel, exceto para operação na Serra da Cremalheira, entre os municípios de Santo André e Cubatão, onde é consumida eletricidade, tendo em vista o sistema de Cremalheira (clique aqui para saber mais). No ano de 2019, essas locomotivas foram responsáveis pelo consumo de 47% de energia elétrica da companhia.

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Consumo de Energia201720182019
KwhGJKwhGJKwhGJ
Eletricidade adquirida32.929.531118.54635.379.541127.36634.316.465123.539
LitrosGJLitrosGJLitrosGJ
Óleo diesel248.128.9529.942.527241.355.9189.671.131190.725.6407.642.376

*Os fatores de conversão utilizados são disponibilizados pelo Programa Brasileiro GHG Protocol e no Balanço Energético Nacional.

Intensidade energética

GRI 302-3

A MRS acompanha o seu indicador de eficiência energética por meio da medição da quantidade de litros consumidos no transporte de 1.000 toneladas brutas reais em um quilômetro (litros por mil TKB). O indicador global apura a eficiência combinada dos três principais grupos de carga, que possuem características diferentes de atendimento: Minério, Agrícolas e Demais Carga Geral.

Em 2019, o indicador de eficiência energética atingiu a marca de 2,485 L/kTKB (Litro/Mil Tonelada Quilômetro Bruto). Embora os grupos de Minério e Carga Geral tivessem apresentado melhoria isoladamente, o indicador global de eficiência energética de 2019 teve performance pior que em 2018. Essa variação é efeito da redução do volume de minério em 2019, que, historicamente, tem uma representatividade maior no mix de carga.

Eficiência energética x Porcentagem de minério

No minério de ferro, a MRS apresentou melhoria de 1,1% em relação a 2018 e atingiu o melhor resultado histórico. A melhoria está associada ao aumento seguro na velocidade do trem em pontos-chave da ferrovia (locais fora de perímetros urbanos e com oportunidade de aproveitamento do peso do trem na circulação) e à instalação de dispositivo que permite desligar locomotivas sem necessidade de tração com o trem em movimento.

O atendimento da Carga Geral também atingiu o melhor resultado histórico. O ganho de eficiência nesse grupo está associado ao melhor aproveitamento das locomotivas mais eficientes (modelo AC-44), que passaram a formar trens maiores e mais pesados de produtos agrícolas. Além disso, a redução do volume de minério após o acidente de Brumadinho permitiu a alocação do excesso de locomotivas AC-44 (originalmente previstos para o atendimento de minério) em trens de Carga Geral, favorecendo a eficiência apurada no ano.

Emissões

GRI 305-1, 305-4, 305-5

Em 2019 a MRS desenvolveu uma calculadora de redução de CO2, que quantifica as emissões de gás carbônico do modal exclusivamente rodoviário e as emissões do intermodal (ferroviário e rodoviário), comparando-as. Através dessa comparação, o cliente que visa transportar cargas consegue-se estimar o percentual de redução de emissão de CO2 do transporte de cargas do intermodal (ferroviário e rodoviário) em relação ao rodoviário. Também foi lançado um e-book com intuito de apresentar as diversas oportunidades para as empresas que reduzem suas emissões, por exemplo, informações sobre o mercado de crédito de carbono.

Ainda em relação à busca por oportunidades e soluções no âmbito de emissões, a MRS tem buscado maneiras de aumentar a eficiência energética de suas locomotivas, com o objetivo de reduzir o consumo de óleo diesel e, consequentemente, as emissões de gás carbônico (CO2) na atmosfera. A redução de emissão de CO2 é considerada um impacto ambiental de natureza positiva e global, uma vez que contribui para que não haja agravamento do aquecimento global decorrente do aumento do volume de gás carbônico na atmosfera.

Em 2018, foram consumidos 241 milhões de litros de diesel e emitidas cerca de 657 mil toneladas de CO2. Já em 2019, devido à redução de carga transportada, foram consumidos 191 milhões de litros de diesel e emitidas cerca de 519 mil toneladas de CO2. Assim, em 2019, houve redução de aproximadamente 21% das emissões atmosféricas de CO2, comparando-se com 2018.

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AnoConsumo diesel (litros)Eficiência energéticaEmissão de CO2 (TCO2/ano)Emissão média TCO2
2017248.128.9522,490675.15956.263
2018241.355.9182,446656.72954.727
2019190.725.6402,485518.96443.247 

Biodiversidade

GRI 304-1, 304-3

Em consonância com a responsabilidade socioambiental e com o compromisso legal, a MRS dispõe de programas de gerenciamento ambiental que visam à mitigação e à compensação dos impactos causados à flora e fauna, tendo em vista que a linha férrea da MRS está presente em importantes biomas brasileiros: a Mata Atlântica e o Cerrado. Além disso, a malha ferroviária intercepta 17 Unidades de Conservação (UCs).

A companhia mantém o programa de Reabilitação de Área Degradada, que tem como intuito identificar e definir as áreas a serem reabilitadas (clique aqui para saber mais sobre o processo de reabilitação). Posteriormente à reabilitação da área, há manutenção e monitoramento por 3 anos da área, assegurando o sucesso das medidas. Desde 2017, já foram reabilitados cerca de 124 mil m² (12,4 hectares) de áreas degradadas nos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Além disso, a MRS atua preventivamente nos pontos críticos de drenagem, por meio de inspeções frequentes, que possam ocasionar processos erosivos. Dessa forma, executa obras de adequação, de manutenção e de construção do sistema de drenagem da via férrea em sua faixa de domínio.

O programa Plantio Compensatório – Caminhos Verdes visa à compensação dos impactos gerados a partir da intervenção em APP (Áreas de Preservação Permanente), necessárias aos serviços e às obras de rotina, de melhoramento e emergenciais na malha concedida à MRS. Em 2019, foram plantadas 12,5 mil mudas nativas do bioma da Mata Atlântica no Parque Natural Municipal da Lajinha, em Juiz de Fora (MG), correspondendo a uma área de 7,5 hectares de plantio, o que equivale a uma área plantada de, aproximadamente, 7 campos oficiais de futebol.

A MRS tem direcionado esforços ao preenchimento das lacunas de conhecimentos acerca das espécies de fauna mais impactadas pela operação ferroviária. Dessa maneira, em 2019, foi implantada uma nova metodologia de monitoramento de atropelamento de fauna com intuito de identificar a magnitude desse impacto a fim de propor medidas mitigatórias adequadas e efetivas.

Unidades de Conservação interceptadas pela malha ferroviária da MRS

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Áreas degradadas / reabilitadasCidade/EstadoÁrea (m²)
2017São João Del Rei/MG21.765
2018São João Del Rei/MG43.669
2018Quatis/RJ58.226
Total123.660

Efluentes

GRI 303-3

Em consonância com a responsabilidade socioambiental e as normas ambientais, a MRS realiza a gestão adequada dos efluentes industriais e domésticos produzidos pelas unidades de apoio às atividades de operação ferroviária e das manutenções das locomotivas, vagões e componentes. Para esse fim, a companhia possui ETEIs (Estações de Tratamento de Efluente Industriais) e CSAO (Caixas Separadoras de Água e Óleo) para o tratamento de efluentes industriais e fossas-filtro para tratamento de efluentes domésticos em locais onde não há disponibilidade de coleta e tratamento.

Os efluentes líquidos são coletados, tratados e dispostos de acordo com as legislações pertinentes. Além disso, a gestão interna desse programa é contemplada por monitoramento e avaliação de desempenho dos dispositivos de tratamento, garantindo a eficiência do sistema e minimizando os impactos negativos.

Os efluentes industriais da MRS possuem como principal característica a presença de óleos e graxas, além de altas concentrações de detergentes e solventes. As ETEIs possuem caixas separadoras de água e óleo, tecnologia de separação da sujidade por tratamento físico-químico e filtro de pressão de areia. Após o tratamento, os efluentes são destinados de maneira ambientalmente correta.

Durante 2019, as ETEIs trataram 7.509 m³ de efluente industrial, o que equivale a, aproximadamente, 3 piscinas olímpicas de efluente tratado.

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SiteMunicípio/EstadoVolume tratado m³
ETEI - Oficina de Locomotivas Barra do Piraí/RJ2.361
ETEI – Oficina de Locomotivas do P1-07 Jeceaba/MG2.213
ETEI- HF - Rotativos Elétricos Belo Horizonte/MG407
ETEI - HF - Lavador de Locomotivas Belo Horizonte/MG1.138
ETEI – Oficina de LocomotivasJundiaí/SP1.107
ETEI – Oficina de Locomotivas de Raiz da Serra Cubatão/SP280
Total
7.509

Resíduos

GRI 306-2

O programa de gerenciamento de resíduos sólidos da MRS promove o manejo adequado dos resíduos sólidos gerados durante as atividades da companhia, em consonância com as legislações e normas pertinentes.

A gestão de resíduos sólidos garante o controle desde a sua geração até a destinação final ambientalmente correta passando pela segregação, identificação, acondicionamento, armazenamento e transporte final, completando o ciclo eficiente de gerenciamento, do qual possibilita a minimização do impacto ambiental negativo gerado pela atividade da companhia. Além disso, a MRS atua de forma a obter constantes melhorias no processo, com intuito de fomentar a redução da geração, o reaproveitamento e a reciclagem dos resíduos. Há controle quantitativo e qualitativo dos resíduos em todas as unidades, com acompanhamento constante do volume gerado, controle e arquivamento de todas as documentações comprobatórias pertinentes à regularidade do processo.

No exercício de 2018, 73% dos resíduos gerados foram classificados como não perigosos, contra 27% de resíduos perigosos. Já em 2019, foram geradas aproximadamente 2.459 toneladas de resíduos, das quais cerca de 69% são classificadas como resíduos não perigosos (classe II) e 31% como perigosos (classe I). Ainda, em 2019, 61% dos resíduos gerados tiveram destinações mais sustentáveis, como coprocessamento e reciclagem. Já 39% dos resíduos tiveram destinação para aterros e tratamento físico-químico.

A fim de fomentar o reaproveitamento de resíduos sólidos e reduzir custos, a MRS possui procedimentos internos que buscam alternativas mais sustentáveis para os dormentes utilizados na ferrovia: o reemprego ou a venda. No ano de 2019, tivemos cerca de 2,6 mil m³ de dormentes destinados ao reemprego e aproximadamente 12,9 mil m³ de dormentes direcionados à venda para reaproveitamento.

Geração de resíduos (t)

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Disposição e destinação (toneladas)20182019
Coprocessamento1.691,191.107,72
   Coprocessamento - classe I592,50632,71
   Coprocessamento - classe II1.098,69475,01
Reciclagem38,99385,49
   Reciclagem - classe I0,390,00
   Reciclagem - classe II38,60385,49
Reaproveitamento309,670,00
   Reaproveitamento - classe I0,000,00
   Reaproveitamento - classe II309,670,00
Aterros177,65887,70
   Aterros - classe I6,32 49,60
   Aterros - classe II171,33 838,10
Tratamento físico-químico9,7278,58
   Tratamento físico-químico - classe I9,72 78,58
   Tratamento físico-químico - classe II0,000,00
Incineração0,000,02
   Incineração - classe I0,000,02
   Incineração - classe II0,000,00
Descontaminação1,230,00
   Descontaminação - classe I1,230,00
   Descontaminação - classe II0,000,00

Água

GRI 303-1, 303-2

A MRS vem aprimorando efetivamente a gestão interna de recursos hídricos, controlando as captações das suas fontes hídricas, contribuindo para uma melhor compreensão do consumo de água por parte da companhia e a identificação de oportunidades e riscos associados ao uso desse recurso natural.

O consumo de água resultante das instalações da companhia provém principalmente da manutenção e lavagem das locomotivas e componentes nas oficinas, de aspersões de via, do sistema de aspersão de polímeros (ao passar sob um aspersor, a carga de minério recebe uma camada de um composto especial – polímero – que impede que os trens em movimento gerem poeira) e consumo humano.

No ano de 2019, o volume total de água retirada para o desenvolvimento das atividades da companhia foi cerca de 126 mil m³, sendo 55 mil m³ através de captação de água subterrânea, 6 mil m³ de água superficial e 65 mil m³ do abastecimento pelas concessionárias.

Total de água retirada por fonte

O Sistema de Gestão Ambiental da MRS está difundido por toda estrutura organizacional visando o comprometimento com a melhoria contínua das ações voltadas à preservação ambiental.

Gestão ambiental reforçada durante a pandemia