A MRS

A MRS

Trajetória

A MRS foi constituída em 30 de agosto de 1996, sob a forma de sociedade anônima, para concorrer à privatização da RFFSA (Malha Sudeste da Rede Ferroviária Federal S.A.), tendo adquirido o direito de operar a malha no leilão realizado em 20 de setembro de 1996, nos termos do Edital nº PND/A- 05/96/RFFSA, de 11 de julho de 1996. O único participante do leilão foi o Consórcio MRS Logística, liderado pelos maiores clientes da Malha Sudeste da RFFSA, que se tornaram os maiores acionistas da MRS. Como resultado da privatização, em 28 de novembro de 1996, a MRS celebrou com a União Federal o Contrato de Concessão, pelo qual obteve o direito de exploração do transporte ferroviário de cargas na Malha Sudeste, pelo prazo de 30 anos, renovável por mais 30 anos, a critério exclusivo do Poder Concedente.

Ainda em 28 de novembro de 1996, a MRS celebrou com a RFFSA, também por prazo de 30 anos (renovável por igual período caso o Contrato de Concessão venha a ser renovado), o Contrato de Arrendamento, pelo qual foram arrendados à MRS os bens operacionais de propriedade da RFFSA, vinculados à prestação do serviço objeto da concessão.

Década de 1990

1996

A MRS foi criada quando o governo transferiu à iniciativa privada a gestão do sistema ferroviário nacional. Nesse ano, a empresa registrava extensão de 1.167 km, 401  locomotivas e 11 mil vagões. Hoje, operando 730 locomotivas e 18 mil vagões pelos 1.643 km de malha, a MRS posiciona o modal ferroviário como um dos mais importantes corredores de movimentação de cargas de diversos tipos.

1998

O investimento de R$ 3,6 milhões para a compra de um Simulador de Trens partiu de um projeto pioneiro desenvolvido pela MRS. Com a compra dos equipamentos, a companhia deu início ao maior e mais moderno programa de treinamento de maquinistas do Brasil. Hoje, o Simulador já treinou mais de 4.900 colaboradores.

Década de 2000

2000

Primeira vez reconhecida como a Maior e a Melhor do Transporte, prêmio concedido pela Revista Ferroviária. A MRS recebeu essa homenagem por mais 11 anos.

2003

A MRS registrou seu primeiro lucro líquido (R$ 352 milhões), em sete anos, e um faturamento anual perto de R$ 1,2 bilhão. Hoje, a companhia transporta quatro vezes o que produzia em 1996, com faturamento anual superior a R$ 3,1 bilhões (2015).

2003

Primeiro reconhecimento pelo Guia de Boa Cidadania Corporativa, publicação anual da Revista Exame. O prêmio teve como destaque dois projetos realizados em Conselheiro Lafaiete (MG): Parceria que dá Certo e Linha Verde. Hoje, a MRS conta com 18 projetos que beneficiam mais de 10.600 crianças.

2005

Pela primeira vez, ultrapassamos a marca de 100 milhões de toneladas transportadas. Para o fechamento de 2016, já podemos vislumbrar uma produção anual próxima a 170 milhões de toneladas. Processos, tecnologias, investimentos e muito suor estão por trás de todo esse avanço. Os números comprovam. Hoje, em apenas um trimestre é transportado o equivalente a toda a produção anual de 1996, perto de 45 mil toneladas úteis.

2006

Oficina do Horto, em Belo Horizonte (MG), vinculada à Concessão da empresa. Após uma série de negociações com a RFFSA, Ministério dos Transportes, ANTT e Governo de Minas Gerais, foi celebrado, em 28 de julho, o Termo Aditivo nº 4 ao Contrato de Arrendamento, no qual o  complexo das Oficinas do Horto Florestal foi classificado como “bem operacional”.

2007

Investimento significativo de R$ 23 milhões para a compra de uma socadora, duas reguladoras e uma desguarnecedora, para aperfeiçoar ainda mais a manutenção de Via Permanente na empresa.

Década de 2010

2010

1º curso de capacitação para pessoas com deficiências. Importante marco de inclusão na companhia.

2011

Ao longo desse período foi estabelecida uma parceria com a GE, para aquisição de 115 locomotivas tipo AC44, entregues em 2011 e 2012. Tratou-se de um dos maiores contratos da indústria ferroviária mundial e a maior aquisição de locomotivas feita pela MRS, de uma só vez, com investimento de R$ 529 milhões.

2012

Aquisição de sete novas locomotivas Stadler para operação nos 8 km da Cremalheira. As novas máquinas criadas especialmente para operar na serra da Cremalheira, em SP, têm quase 18 metros de comprimento, potência de 5 mil kW e garantem a segurança operacional contendo a carga na descida ou empurrando-a na subida. O investimento de R$ 140 milhões foi considerado o primeiro passo para eliminar gargalos no acesso ferroviário ao Porto de Santos e também para desafogar as rodovias.

2012

Pelo segundo ano consecutivo, a MRS figurava no Guia Você S/A Exame das 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar. Dessa vez, com um gosto especial: a MRS foi também a Melhor da Área de transporte e Logística. No ano seguinte, em 2013, a empresa ainda figurou, mais uma vez, no ranking das Melhores.

2012

Implantação do novo CCO. Com investimento de cerca de R$ 5 milhões. As instalações do Centro, em Juiz de Fora, foram projetadas levando em consideração quatro aspectos
principais: segurança, conforto, integração operacional e preparação para o futuro.

2014

Projeto Segregação Leste. O investimento de R$ 200 milhões, representou o fim do compartilhamento de trilhos entre trens de carga e de passageiros, proporcionando mais segurança e produtividade no trecho que liga Itaquaquecetuba (Manoel Feio) a Suzano, em SP, com distância de 12 km.

2015

Zero Acidente.
Registramos o recorde histórico de 73 dias corridos sem acidentes de trabalho. Como aconteceu em outubro de 2014, a MRS fechou um mês inteiro sem acidentes em julho de 2015.

2015

Em dezembro desse ano, o CBTC passou a operar em todo o trecho de transporte de minério de ferro. Fomos a primeira ferrovia de carga do mundo a implantar esse sistema de controle de trens baseado em comunicação. Iniciada em junho de 2013, com investimento na ordem de R$ 400 milhões, essa solução permitiu o tráfego de trens com intervalos menores em função do monitoramento eletrônico e preciso.

2016

Mesmo tendo batido recorde de eficiência energética mês após mês, a MRS não se
acomodou e continuou a busca por melhores resultados, com foco também na redução de custos. Em junho desse ano, o indicador foi de 2,460 L/kTKB, ainda melhor que o do mês anterior, recorde histórico na MRS até então: 2,480 L/KTKB. O indicador calcula a quantidade de litros de diesel usados no transporte de mil toneladas brutas em 1 km.

2016

Lançamento do Portal RH, um sistema pensado para dar mais autonomia e praticidade na gestão de carreiras da MRS e para simplificar processos de gerenciamento de equipes e informações.

2017

Pela primeira vez em sua história, a MRS atinge o patamar de 30% de Carga Geral transportada. O resultado é consequência de um trabalho desenvolvido, há anos, por diferentes áreas da empresa, em busca de maior diversificação de cargas. Na MRS, itens como produtos agrícolas, siderúrgicos, cimento e contêineres são definidos como Carga Geral.

2018

Período em que o indicador de eficiência energética, que mede o consumo de combustível das locomotivas, atingiu seu menor nível histórico: a marca de 2,446 L/kTKB (Litro/Mil Tonelada Quilômetro Bruto). Essa marca representou uma redução de 4,5 milhões de litros de diesel ante 2017. No mesmo ano, a MRS foi escolhida a Melhor Empresa do Setor de Transportes do Brasil, em pesquisa publicada pela Revista Exame.

2019

O transit time do minério de ferro, indicador que calcula o tempo de transporte (da origem até o destino) da principal carga da companhia, atingiu 19,08 horas, melhor resultado em toda a série histórica. Reforçando a importância de um bom desempenho nos indicadores de segurança, a meta de acidentes firmada com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) foi cumprida, ficando 5,91% abaixo do definido para o ano.